Mês da Bíblia: veja algumas curiosidades sobre o livro mais lido no mundo.

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Mês da Bíblia: veja algumas curiosidades sobre o livro mais lido no mundo.

Setembro é o Mês da Bíblia. Por isso, ao longo deste mês, divulgaremos algumas curiosidades sobre o livro mais conhecido no mundo e crido pelos cristãos como A PALAVRA DE DEUS.
Para iniciar, elaboramos um texto sobre a origem, estrutura e história da Bíblia:

Qual o Significado da Palavra “Bíblia”?

A palavra Bíblia, vem do grego, como plural de biblion, que significa “livro”.

Qual é a origem da “Bíblia”?

Para redigir a sua Palavra, Deus inspirou mais de 40 autores, dentre eles os estadistas Josué e Daniel, o legislador Moisés, o poeta Davi, o sábio Salomão, o sacerdote Samuel, os profetas Isaías e Jeremias, o copeiro Neemias, o médico Lucas, o filósofo Paulo, o coletor de impostos Mateus, e os pescadores Pedro, Tiago e João. Estes e muitos outros levaram, ao todo, dezesseis séculos na redação da Bíblia, começando por volta de 1500 a .C. e terminando no final do primeiro século da nossa era.

A Bíblia divide-se em duas grandes partes – Antigo e Novo Testamentos. O primeiro foi escrito originalmente na língua hebraica, com algumas passagens em aramaico, e se completou cerca de 434 a .C. O Novo Testamento foi escrito no grego popular, o koinê, contendo também algumas frases em aramaico. Teve o seu surgimento entre os anos 53 e 96 d.C. Portanto, entre o último livro do Antigo Testamento e o primeiro do Novo, há um intervalo de quase quinhentos anos, no qual se insere um período de tempo chamado interbíblico, em que surgiram os principais livros apócrifos, ou seja, não inspirados por Deus.

A estrutura da Bíblia, na forma como é apresentada: uma sequência de livros, dos mais diversificados gêneros (lei, história, profecia, poesia, etc.), e que tratam unicamente da salvação dos homens mediante Jesus ( esse é o tema central das Sagradas Escrituras), não constitui mera adequação cronológica como todos imaginam. Isto é, a ordem em que a Bíblia se encontra, iniciando com o livro de Gênesis e terminando com o Apocalipse, não seguiu meramente a ordem lógica dos fatos narrados, o inicio (Gênesis) e o fim de todas as coisas (apocalipse).
A organização dos livros na sequência em que se encontram tem fundamento essencialmente teológico e não uma mera disposição cronológica, ou seja, a crença em um Messias e no cumprimento das profecias relacionadas a Ele. É em virtude disto que a Bíblia, tal como utilizada pelos cristãos, diverge de forma estrutural da Bíblia utilizada pelos Judeus, não que haja um choque de entendimentos a respeito da realidade do Messias prometido e de sua missão de salvamento (Gn.3.15), afinal de contas, tanto os judeus como os cristãos acreditam nisso, mais em relação a identidade desse Messias: para os judeus o Messias ainda não veio; para os cristãos Jesus é o Messias prometido.

Acredita-se que foram os escribas Esdras e Neemias que, por volta de 480 a.C., que agruparam os livros do Antigo Testamento na forma como hoje se encontram na Bíblia. Até aquela data, os livros sagrados dos judeus permaneciam separados uns dos outros.

Não havendo imprensa de qualquer espécie no período em que foram escritos, todos os livros bíblicos foram redigidos à mão e divulgados por meio de cópias manuais. Os copiadores, chamados escribas, copistas ou massoretas, tinham tal respeito pelo texto sagrado e tão grande cuidado em não alterá-lo que, antes de iniciarem a cópia de qualquer parte da Bíblia, contavam o número de palavras e letras nelas contidas. Dessa forma, esses homens sabiam o número exato das palavras e letras de cada livro do Antigo Testamento. Sabiam também quantas vezes ocorria cada letra.

Os copistas não admitiam rasuras de espécie alguma. Se, depois de pronta uma cópia, fosse constatada nela algum erro, mesmo o mais simples, tal cópia eram totalmente destruída.
Apesar das épocas remotas em que foram copiados os livros bíblicos, a arte da escrita já havia alcançado significativo progresso, principalmente quanto à qualidade da tinta – uma mistura de carvão com um líquido desconhecido, capaz de conservar-se durante muitos séculos.

Por que a Bíblia é um livro tão diferente dos outros?

A Bíblia é diferente de todos os outros livros pelo fato de conter as origens da criação, as alianças de Deus com os homens, a história de Israel e da Igreja Apostólica, as profecias reveladoras do futuro, bem como por revelar o insondável amor de Deus na pessoa de Jesus Cristo como o Salvador do mundo. Portanto, a Bíblia Sagrada poderia ser definida como uma só frase – Ela é a Palavra de Deus.

Em que sentido a Bíblia é a Palavra de Deus?

A Bíblia é a Palavra de Deus por ter sido inspirada por Ele. Ao longo de suas páginas afirma-se duas mil e oito vezes que Deus é seu Autor. No Novo Testamento, essa autoria divina é citada 225 vezes, cerca de 50 vezes pelo próprio Senhor Jesus.

Que tipo de influência pode exercer a Bíblia em nossa sociedade?

Como Palavra de Deus, a Bíblia exerce poderosa e benéfica influência onde é difundida. “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hb.12,13).

Deus mesmo afirma – “Assim será a palavra que sair da minha boca; não voltará para mim vazia” (Is 55.11) e o apóstolo Paulo fala do evangelho como o “poder de Deus” e da transformação gerada por este mesmo evangelho na vida do que o aceita – “É nova criatura: as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Co 5.17).

A Bíblia apresenta a si mesmo como alimento (Am 8.11), como fogo (Jr 23.29), como luz (Sl 119.105), como leite (1 Pe 2.2), como mel e como ouro (Sl 19.10), como espelho (Tg 1.23-25), como martelo que esmiúça a penha (Jr 23.29), como espada (Ef. 6.17) e como semente (1Pe 1.23).

Analisando a situação mundial à luz da Bíblia, percebe-se que se os seus ensinos fossem adotados pelas nações, resolveriam os seus principais problemas. Exemplo:

Provérbios 22.6 – ordena aos pais que instruam os filhos no caminho reto;
Romanos 13.6,7 – ensina aos industriais e comerciantes a pagarem devidamente as taxas impostas pela lei;
1Timóteo 6.1 – ordena que os empregados trabalhem honestamente;
Romanos 13.1-5 – ordena ao povo em geral que ore pelos governantes e obedeça às autoridades;
1Timóteo 2.1-3 – ensina que todos devemos colaborar com o Governo, orando por ele, para que Deus lhe dê uma administração sábia e segura. Tanto este texto como o de Romanos 13.1-5 partem do princípio de que as autoridades, como ministros de Deus, devem ser justas, que castigam os maus e louvam os bons;

Os cristãos creem que estas passagens da Bíblia, se postas em prática, modificariam completamente a situação do mundo, eliminando a corrupção e as injustiças sociais.



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